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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

SAUDADES ETERNAS Tia Sueli, Tio Eduardo e Vó Teresa.

"A morte, por si só, é uma piada pronta.Morrer é ridículo.Você combinou de jantar com a namorada,está em pleno tratamento dentário, tem planos pra semana que vem,precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no
carro e no meio da tarde morre. Como assim?E os e-mails que você ainda não abriu, o livro que ficou pela metade, o telefonema que você prometeu dar à tardinha para um cliente?Não sei de onde tiraram esta ideia:MORRER!!!A troco? Você passou mais de 10 anos da sua vida dentro de um colégio estudando fórmulas químicas que não serviriam pra nada, mas se manteve lá, fez as provas, foi em frente. Praticou muita educação física,quase perdeu o fôlego, mas não desistiu. Passou madrugadas sem dormir para estudar pro vestibular mesmo sem ter certeza do que gostaria de fazer
da vida, cheio de dúvidas quanto à profissão escolhida, mas era hora de decidir, então decidiu, e mais uma vez foi em frente...De uma hora pra outra, tudo isso termina numa colisão na freeway,numa artéria entupida, num disparo feito por um delinquente que gostou do seu tênis.Qual é?Morrer é um chiste.Obriga você a sair no melhor da festa sem se despedir de ninguém,sem ter dançado com a garota mais linda,sem ter tido tempo de ouvir outra vez sua música preferida.Você deixou em casa suas camisas penduradas nos cabides, sua toalha úmida no varal, e penduradas também algumas contas.Os outros vão ser obrigados a arrumar suas tralhas, a mexer nas suas gavetas, a apagar as pistas que você deixou durante uma vida inteira.
Logo você, que sempre dizia: das minhas coisas cuido eu.Que pegadinha macabra: você sai sem tomar café e talvez não almoce, caminha por uma rua e talvez não chegue na próxima esquina,começa a falar e talvez não conclua o que pretende dizer.
Não faz exames médicos, fuma dois maços por dia, bebe de tudo, curte costelas gordas e mulheres magras e morre num sábado de manhã.Isso é para ser levado a sério? Tendo mais de cem anos de idade, vá lá, o sono eterno pode ser bem-vindo. Já não há mesmo muito a fazer, o corpo não acompanha a mente, e a mente também já rateia, sem falar que há quase nada guardado nas gavetas.Ok, hora de descansar em paz.Mas antes de viver tudo? Morrer cedo é uma transgressão,
desfaz a ordem natural das coisas. Morrer é um exagero.E, como se sabe, o exagero é a matéria-prima das piadas. Só que esta não tem graça.Por isso viva tudo que há para viver.Não se apegue as coisas pequenas e inúteis da Vida... Perdoe... Sempre!!!"
Adiar...Adiar...Adiar...será Sempre o melhor dos caminhos. 


(Pedro Bial)

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Renunciar: Deixar de possuir alguma coisa; abdicar. (dicionário)
Renunciar é um ato de coragem. É preciso vencer a ambição de possuir, para se renunciar algo ou alguém. Já quis muito carregar o mundo, nos braços, nas costas e principalmente no coração; a mim, não importava o peso, o tamanho; aceitava o desafio. Por este motivo já tive muita pressa (pressa de crescer), sede e, ideias. Hoje não mais. Tudo isso me deixava/deixa exausta (se ao menos houvesse o tal do "reconhecimento por mérito", valeria a pena). Não me tornei egoísta, nem individualista. É, que eu quero viver um pouco pra mim, por mim,simples assim. Quero renunciar todas essas coisas que me deixam pesada, cansada, fadigada, exausta. Quero de volta pra mim tudo que deixei de sonhar, por sonhar os sonho dos outros. Quero os MEUS SONHOS, MEUS DESEJOS. Cansei de agarrar oportunidades. Eu quero ser a minha oportunidade. Quero errar por mim, e, acertar por mim também. Quero a leveza, a tranquilidade, a paz, o sossego. Quero o conhecimento, o horizonte, o motivo. Quero mais dias, mais meses, mais anos, mais madrugadas e mais 24h só para garantir. Quero arrumar e desarrumar, os armários, a vida, o pensamento. Quero ser uma menina/mulher sapeca. Quero ouvir minhas playlist preferida, 1000 vezes, quero rever as fotos antigas, os amigos e filmes. Quero pintar minhas unhas de vermelho. Quero ter mais preguiça aos domingos. Quero malhar, caminhar, correr, pular, dançar. Quero livros, muitos livros. Quero o sumo das coisas. Quero caminhar com quem demora no tempo. Quero filtrar arrepios. Quero viver de quereres, insaciáveis e emergentes. Quero reciclar minha coragem e não conferir a temperatura da agua. E mergulhar inteira. E descobrir que sei nadar. Não quero destruir nada e ninguém. Só quero sair de fininho pela janela, sem causar alvoroço, nem consequência.






Duas bolas, por favor.

Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir sorvete de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente uma bolinha minúscula do meu sorvete preferido.
Uma só.Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa.Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação.
O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade.A gente sai pra jantar, mas come pouco.Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta.Tem vontade de ficar em casa vendo um dvd, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar.E por aí vai.Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...Às vezes dá vontade de fazer tudo “errado”.Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança.Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito.Recusar prazeres incompletos e meias porções. Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate.Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.

 Danuza Leão.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tempo, tempo, tempo...

Corações machucados. Ninguém esta impune. Amamos, sem limites. Sonhamos com casinhas, jardins, e filhos, sim filhos no plural. Esta tudo bem. Agora. Me sinto incrivelmente livre, leve e feliz.
27/03/2010

                                                                             
Organizando a bagunça. Encontrei versos soltos, tal como este, supramencionado. Hoje com olhos mais maduros, tiro algumas conclusões que, se, não fosse o tempo - benévolo neste caso; eu, talvez não teria amadurecido emocionalmente, se, é ,que, posso chamar isso de amadurecimento.
Há tantas coisas importantes nesta vida, que sofrer por amor se torna opcional. SIM, se torna opcional. Gostamos do gostinho da dor - não sei o porque, ou, sei?. É inconsciente. Queremos estar perto, queremos encontrar nos filmes, livros e musicas, algum tipo consolo para dor. Doí, claro que doí. Toda dor, doí. Queremos um ombro "amigo", um colo para chorar; de quem já não pode mais nos oferecer. É como se esperássemos este 'alguém' se aproximar, colocar as mãos em nossos ombros e dizer: Vai passar, acontece com outras pessoas. 
Com o passar dos anos, descobri, ou, aceitei que, primeiramente, não há culpados. É só a vida. Encontros e desencontros.Não há segundas chances, nunca, nada voltará a ser como foi/era antes. Não adianta esperar telefonemas efusivos. Não virão. Passarão dias, meses, e, até anos. Sempre haverá lacunas, marcas, que vão provar que houve algo de errado. Não pode haver segundas, terceiras, quartas, chances para um coração magoado. Não há oportunidades para algo que já se tornou passado. Não dá para ocupar o mesmo espaço. 
Desta maneira, ao invés de, optarmos por sofrer, devemos nos abrir para o mundo. Tantos lugares. Tantas pessoas novas para se conhecer. Outros amores para se entregar. A vida nos chama. Ficar remoendo, 'tremoendo', o que passou, não nos levará adiante. Devemos sim, aceitar, o fato de uma pessoa não querer mais estar no mesmo 'barco' que a gente. Devemos entender que, cada um faz o que pensa ser o melhor. Para tanto, devemos desfazer os laços que nos prende a esta pessoa, por mais significativo que tenha sido, infelizmente, por vontade própria ou imprópria, deixará de ser. Planos se desfazem. Detalhes se perdem. Nó aperta, laços enfeitam. E, como diz o poeta "por mais que a dor sambe em nosso peito de salto agulha", não devemos deixar de lado nosso amor próprio. Amor próprio não é orgulho. E, este é, o mais importante.
De uma coisa devemos estar cientes, o que é meu ou seu, nunca vai embora, por mais que queira. Se for,na hora certa, há de voltar, se não voltar, não era. Acredite, é melhor pensar e agir assim. O tempo irá sempre nos revelar o melhor caminho. Nada é para sempre. Nem as dores. Nem as alegrias. Nem o choro. Nem as magoas. Nem nada. 
A maturidade me permitiu aprender muitas coisas, e, ninguém poderá tomar de mim. Confesso que, vivo cheia de saudades. Saudade de pessoas amigas que passaram depressa demais por mim,e, não tive tempo sequer de abraça-las uma vez mais. Hoje, são como flashes na imensidão da eternidade. Não pense que me tornei uma pessoa fria. Frieza se confunde com maturidade. Tudo na vida é aprendizado. Tudo se supera.







quarta-feira, 3 de abril de 2013

Eu por mim mesma.

Odeio pentear o cabelo. Amo tomar banho no escuro. Ensaio diálogos em frente ao espelho. Prendo a respiração sempre que passo perto de peixaria. Tenho a risada estranha. Prefiro sapatos a roupas. Gosto de filmes sem sentido. Tenho medo de dirigir. Adoro beijo na testa. Choro antes de dormir. Amo escrever. Prefiro segurar uma mão do que um copo. Assusto sempre que pego no sono. Meu pé adormece quando vejo "estrela". Meu lábio treme quando estou nervosa. Releio mensagens antigas antes de dormir.  Me arrependo todos os dias por algo que não fiz. Meu orgulho é maior que meus sentimentos. Sou boa em dar conselhos. Nunca os aplico em minha vida. Sou viciada em abraço. Um homem bem humorado vale mais que 10 bonitos. Um charmoso vale uma parada cardíaca. Sou intensa. Pessoas efusivas me irritam. Morro de saudades da minha infância. Queria ter 20kg a menos. Me sinto a ovelha negra da família. Adoro igrejas. Não suporto injustiça.  Não desisto fácil. Corro atrás. Hoje quero, amanhã não sei. Sou apaixonada por crianças. Brigo com a minha mãe todos os dias. Não passo uma hora sem falar com ela. Sinto falta do meu pai. Acho meu irmão um cara incrível. Gosto de namorar. Sempre espero o pior das pessoas. Adoro ser surpreendida. Sou ótima fisionomista. Crio situações na minha cabeça. Acredito nelas. Acordo de bom humor. Amo dias cinzentos. Perdoo facilmente. Digo que não vou mais fazer. Faço de novo. Tenho medo de altura. Tenho medo do Jornal Nacional. Quero saltar de para quedas. Sou corajosa. Adoro paparicar meus amigos. Odeio bajulação. Tenho mini infartos quando vejo lagartixas brancas. Bebo pra esvaziar a cabeça. Vinho me deixa com a bochecha vermelha. E me deixa solta. Tenho medo de gostar. Minha ansiedade ainda me leva a óbito. Quero conhecer a Italia. Tenho medo de espíritos. Quero uma família igual a do Marley. Amo a liberdade. Adoro boa companhia. Nunca tem musica ou latinhas de refrigerantes com meu nome. Sou unica e exclusiva.Me apego fácil. Cometo sincericídios constantemente. E como cometo. Sofro de odaxelagnia. Odeio ser criticada. Gosto de punhetar assuntos em mesa de bar. Sou espontânea. Me acho desengonçada. Sou desastrada. Faço festa quando chego em casa. Faço tudo com no mínimo carinho.Odeio quarta feira. Gosto de beterraba. Tinha medo da mãozinha da família Addams. Já compus uma música. Pra te ver cantar. E sem saber. Adoro garoa fina. Odeio guarda chuva. Sou sentimental. Sonho com o amor da vida. Amo filmes de romance. Tenho preguiça crônica. Durmo no sofá. Choro nos finais de filmes e novelas. Tenho livros que nunca li. Li os que não pude ter. Não guardo rancor. Já quis ter quatro filhos. E uma casa branca. Tenho medo de chuva. Durmo coberta no calor. Gosto de carinho nas costas, e do entrelaçar dos dedos. Sorrio pro nada. Sou dessas que escreve cartinhas. Choro feito criança. Já quis morar sozinha. Ando cantando na rua. Tenho ataques de riso constantemente. Não suporto hostilidade. Me apego aos detalhes. Ouvia Renato Russo com meu pai quando era pequena. E ele cantava pra eu dormir todas as noites. Tenho muitas pintinhas. Acho marquinha de catapora um charme. Brigo comigo mesma. Canto quando tô com raiva. Nunca quebrei nenhum osso. Já fui pra escola com mão enfaixada. Sinto saudades. E machuca. Tenho cara de brava. Gosto do número treze. Não costumo dizer que amo. Amo em silêncio. Aprecio sorrisos sinceros. E bobos. Amo chocolate. Sinto saudades do meu pai. Queria ter uma irmã. E um Bulldog inglês. Me desfaço em lágrimas. Logo me renovo. Sou forte. Adoro dormir juntinho. Não falo o que sinto. Finjo que não vejo. E que não dói. Tenho cócegas no joelho. Arrepio com beijo no pulso. Sou carinhosa. Odeio gente grudenta. Não telefono. Sonho acordada. Falo demais. Amo fim de tarde na praia. Sou uma eterna criança. me envergonho de algo que fiz. Abraço com vontade. Prefiro amizade com homens. Quero tudo do meu jeito. Mas se não for eu aceito. Faço bico quando tô brava. Gosto que me apertem. E me irritem até eu dar risada. Não suporto baixaria. Falo palavrão. Acho horrível. Gosto de bandas estranhas. Sou alegre. Às vezes sumo. Não sei finalizar conversas. Me pergunto se você vai gostar. Odeio ter que dizer tchau pra quem eu gosto. Adoro furinho no queixo. Sempre olho pro sapato. Gosto de surpresas. E de faze-las. E de agradar. Escrevo quando dói. Quando não dói. Me desfaço de coisas. E de pessoas. Sou complacente. Nunca peço nada a Deus. Sempre o agradeço. Inteligência e afrodisíaco. Simplicidade é tudo. Amor é o bastante

domingo, 27 de janeiro de 2013


A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS


Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu?
Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça.
A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta.
Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa.
A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013.
As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada.
Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa.
Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio.
Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda.
Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência.
Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa.
Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram.
Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo?
O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista.
A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados.
Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro.
Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos.
Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal.
As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso.
Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu.
As palavras perderam o sentido.


Fabrício Carpinejar

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

FELIZ ANIVERSARIO MEU AMOR...

Tudo é luz e som.
Como de costume sempre me esqueço deste dia - nada proposital - apenas uma espécie de falta de reminiscência. Você sabe, não sou boa com essas "coisas de datas". Porém, sinta-se feliz, porque hoje eu me lembrei que completamos 2 anos e 7 meses  de muita cumplicidade, amizade, alegrias,  tristezas  (nem tudo é perfect) e muito, mais muito romantismo (risos).
Eu poderia fazer inumeros agradecimentos, dizer o quanto eu amo, mas não; seria clichê em demasia.
Estamos vivendo cada momento lentamente, seguindo sempre em frente. Aos poucos estamos nos tornando melhores. Me lembro da primeira vez que deitamos de conhinha sob uma lua de junho, e nos beijamos lentamente - UAU! - um espetaculo a parte.
De mãos dadas estamos caminhando, estamos falando em rimas, e temos um gosto combinado, e que,seja sempre assim.
Um super mega beijo!
Te amo!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Alguém tem analgésico de alma?

Palavras ferem mais que um punhal. Sinto dor. Muita dor. Vejo que não me conheces. Não sabes o quanto sofro em silencio, não sabes das minhas cicatrizes. Não tens ideia de tudo o que eu tenho guardado em mim, nem ao menos sabe o quanto tenho tentado não faze-la chorar. Parece não se importar, não aceitar, não querer, não amar... Sabe, me sinto só; agora mais do que nunca. Mais uma vez renegada, recusada, rejeitada. Depois de hoje meus sonhos serão sem estrelas, sem musicas, e, nada mais será incondicional. Continuo vivendo por ti e para ti, assim como vivo por ele e para ele. És parte de mim. Ao contrario, não renego, não recuso, não  rejeito. Amo, amo, amo e amo. Quem sabe um dia possa saber quão frágil e sensível sou, embora me mostro forte, sempre forte.Como disseste a mim '' quem pode mais chora menos'', esteja sempre ciente que eu posso menos, muito menos. Caso haja em você alguma preocupação, não gaste seu precioso tempo '' esta tudo bem, alias, creio que vai ficar tudo bem''.





Dorme agora é só o vento lá fora...
 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Contentamento.

Para variar um pouco, nesta noite tenho como minha companheira a 'insônia'. Assim sendo, resolvi escrever mais algumas besteiras para o tempo passar.
E por falar em tempo, me parece que ele tem passado tão depressa, parece-me que os dias não possuem mais 24h.
Há pouco, estava eu , aconchegada em meu sofá, vendo mais uma das inúmeras homenagens feitas a Hebe Camargo (uma grande perda, diga-se de passagem), me emocionei, fiquei comovida, alegre e triste ao mesmo tempo. Ta aí, um exemplo de pessoa que soube aproveitar o tempo, a vida.
Ao mesmo tempo, pude compreender que diante da vida não somos nada, somos apenas pó; do pó viemos ao pó voltaremos.
Tenho visto tantas coisas ruins acontecendo, que chego a pensar: Aqui jaz o mundo. É tanto stress, preocupação ( como diz o Bial, tão eficaz quanto mascar chiclete para resolver uma equação de álgebra), discussões, e, tantas outras coisas que fazem a gente correr contra o tempo. E, nesta corrida, eu e você, estamos esquecendo de ser FELIZ, estamos esquecendo de AMAR e sermos AMADOS.
Digo, o tempo é cruel, vejo mulheres se perderem tanto no tempo, que não veem os filhos crescerem; vejo os amigos partirem sem ao menos uma despedida, vejo os amores passarem depressa demais e com eles vão os detalhes mais importantes, e, talvez aquela palavra, aquele abraço, aquele sorriso...
Certa vez, um amigo (se é que posso chama-lo assim, já que não nos falamos há tanto tempo), me disse uma frase mais ou menos assim: "Devemos amar até aqueles que não conhecemos, para eles verem o que realmente é ser feliz". E hoje, somente hoje, isso fez sentido para mim, ao ver que, o desperdiçar de tempo faz com que, o amor fique acaçapado, sonegando assim, a felicidade, que depende sempre de um terceiro para se concretizar.
Que de hoje em diante, eu e você possamos reservar em nossas vidas um 'tempinho' para ver todas as maravilhas que existem espalhadas por ai, que, podem ser pequenas, mas são constantes. Que, tanto eu quanto você, tenhamos tempo para sentar na varanda e passar horas e horas conversando, ou então, somente escutando o cantar dos pássaros. A vida requer alguns cuidados, e administrar o tempo é um deles.  Posso assegurar que seremos sim felizes, se administrarmos bem o tempo, porém, não posso afirmar que de vez em quando ficaremos tristes, o que seria das rosas sem o espinho? Porém a beleza da rosa vale o incomodo dos espinhos.


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Há um tempo considerável  que não venho aqui, para postar algo. E, como a insonia é minha companheira de todas as madrugadas, resolvi escrever, por quê não? 


Hoje em dia, muito se ouve falar em Justiça. Para nós amantes do 'Direito', Justiça é dar a cada um aquilo que lhe é merecido, Justiça é a faculdade que faz com que Doutos Magistrados julguem segundo o direito e a melhor consciência. É em Direito o termo que se designa a tudo aquilo que se faz de acordo com o Direito. É o Direito e a Razão. É o conjunto de órgãos e funções que compõem nosso Poder Judiciário, conjunto de Magistrados e pessoas que servem junto deles.  E assim, teoricamente, tudo é tão bonito, e caminha na perfeita harmonia.



Vemos, que hoje o papel social de quem exerce ou deveria exercer JUSTIÇA encontra-se limitado, e quem 'dá a cara bater' é visto como um louco ou, pior, como um simples caso de policia. Infelizmente essa Justiça que buscamos está prestes a morrer, ou, morrendo. Agora, neste instante em que vos escrevemos, longe ou aqui do lado, na frente da sua casa, alguém esta matando-a. E cada vez que uma parte, dessas que foram supra mencionadas morrem, é como se, nunca tivesse existido para aqueles que confiam, para aqueles que esperavam aquilo que devemos esperar: JUSTIÇA, SIMPLESMENTE JUSTIÇA. 



Esperamos por Justiça, somos criados para isso. Mas esperamos por aquela que não se envolve em Teatros e nem nos confundem com flores de vã retórica judicialista, tão pouco, a que permitiu que lhe  viciassem os pesos da balança. Mas sim, uma justiça pedestre, uma justiça amiga em nosso cotidiano, uma justiça para quem o justo seria o mais exato e rigoroso sinônimo de ÉTICA. Esperamos pela justiça indispensável para a felicidade do espirito. Queremos, que os TRIBUNAIS a exercesse. Desejamos uma JUSTIÇA que fosse a emanação espontânea da própria sociedade e que se manifestasse, como um iniludível imperativo moral, o respeito pelo direito a ser que a cada ser humano assiste.



Houvesse essa Justiça, nem um só ser humano mais morreria de fome, ou de tantas doenças que são curáveis para uns, mas não para outros. Houvesse essa Justiça, e a existência não seria, para mais da metade da humanidade, a condenação terrível que objetivamente tem sido. Houvesse uma nova justiça distributiva e comutativa que todos os seres humanos possam chegar a reconhecer como intrinsecamente sua, uma justiça protetora da liberdade e do direito, não de nenhuma das suas negações. 



O que fazer? Da literatura à ecologia, da fuga das galáxias ao efeito de estufa, do tratamento do lixo às congestões do tráfego, tudo se discute neste nosso mundo. Mas o sistema democrático, como se de um dado definitivamente adquirido se tratasse, intocável por natureza até a consumação dos séculos, esse não se discute. 



Porém, para essa justiça dispomos já de um código de aplicação prática ao alcance de qualquer compreensão, e que esse código se encontra consignado desde há cinquenta anos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, aqueles trinta direitos básicos e essenciais de que hoje só vagamente se fala, quando não sistematicamente se silencia.



A Declaração Universal dos Direitos Humanos, tal qual se encontra redigida, e sem necessidade de lhe alterar sequer uma vírgula, poderia substituir com vantagem, no que respeita a retidão de princípios e clareza de objetivos, os programas de todos os partidos políticos do orbe, nomeadamente os da denominada esquerda, anquilosados em fórmulas caducas, alheios ou impotentes para enfrentar as realidades brutais do mundo atual, fechando os olhos às já evidentes e temíveis ameaças que o futuro está a preparar contra aquela dignidade racional e sensível que imaginávamos ser a suprema aspiração dos seres humanos.



Ora, se não estamos em erro, se não somos incapaz de somar dois e dois, então, entre tantas outras discussões necessárias ou indispensáveis, é URGENTE antes que se nos torne demasiado tarde, promover um debate mundial sobre a democracia e as causas da sua decadência, sobre a intervenção dos cidadãos na vida política e social, sobre as relações entre os Estados e o poder econômico e financeiro mundial, sobre aquilo que afirma e aquilo que nega a democracia, sobre o direito à felicidade e a uma existência digna, sobre as misérias e as esperanças da humanidade, ou, falando com menos retórica, dos simples seres humanos que a compõem, um por um e todos juntos. Não há pior engano do que o daquele que a si mesmo se engana. E, assim é que estamos vivendo. 






PS: Alguns trechos foram retirados de um artigo de José Saramago.